Varizes no útero: uma das principais causas de dor abdominal

O surgimento de varizes no útero (ou varizes pélvicas) acontece devido à dilatação e alongamento das veias na região da pelve¹. Essas varizes frequentemente estão associadas à Síndrome da Congestão Pélvica e são uma das principais causas de dor pélvica crônica em mulheres¹,², que geram diversos transtornos em suas rotinas.

Apesar de também afetarem homens, as varizes pélvicas nas mulheres são mais difíceis de identificar, uma vez que seus sintomas são bastante parecidos com os da endometriose¹. Entenda mais sobre as causas e sintomas das varizes no útero.

O que são as varizes no útero e o que pode causá-las

As varizes pélvicas nas mulheres são causadas pela congestão ou obstrução de veias da pelve, principalmente na região do útero, do colo do útero e dos ovários¹– e é por isso que são popularmente chamadas de varizes no útero.

Elas são frequentemente associadas a condições como a Síndrome da Congestão Pélvica e a Síndrome de Quebra-Nozes, que geralmente atingem mulheres entre os 20 e 40 anos², especialmente que tiveram mais de uma gestação (multíparas). A incidência de varizes pélvicas aumenta conforme a idade avança e também podem aparecer com maior intensidade durante a gravidez, regredindo após o parto¹.

Sintomas

Em alguns casos, as varizes podem não apresentar sintomas; mas quando apresentam, lembram bastante a endometriose – o que pode confundir as mulheres e dificultar o diagnóstico. Entre os principais sintomas das varizes pélvicas, estão:

● fortes dores abdominais (na região do baixo-ventre)¹,²;
● sensação de peso na região pélvica¹,²;
● urgência e dor ao urinar¹,²;
● dor durante ou após a relação sexual¹,².

Como é feito o diagnóstico

Como as varizes no útero não apresentam sinais clínicos aparentes e seus sintomas se assemelham a outras condições, o diagnóstico geralmente é feito por exclusão, eliminando outras possíveis causas da dor abdominal (como a doença inflamatória pélvica, a endometriose, os tumores pélvicos e a inflamação intestinal)²,³. 

Descartadas essas possibilidades, é realizado o exame para identificar a presença de varizes na região pélvica³. O ecodopler colorido, apesar de ser um exame minimamente invasivo, auxilia no diagnóstico das varizes pélvicas, mostrando veias dilatadas na região dos ovários, do útero e do colo do útero¹.

Para confirmar o diagnóstico de Síndrome de Congestão Pélvica, a dor na região abdominal deve estar presente há pelo menos 6 meses, associada às varizes e outros sintomas como os que citamos acima³.

Tratamento das varizes no útero

Como se tratam dedilatações e tortuosidades venosas, que impedem ou dificultam a circulação do sangue, as varizes podem ser tratadas por meio da embolização (esclerose das veias)³. No caso das varizes pélvicas, todo cuidado é pouco, uma vez que as veias na região da pelve têm como função conduzir o sangue ao coração¹.

As dores abdominais também podem ser aliviadas com anti-inflamatórios e outras dicas que já ensinamos aqui, mas você deve ficar atenta aos seus sintomas! Ao primeiro sinal de dor pélvica crônica persistente, associada a outros sintomas, procure um médico especializado para descartar a possibilidade de varizes no útero.

Essas varizes frequentemente estão associadas à Síndrome da Congestão Pélvica e são uma das principais causas de dor pélvica crônica em mulheres¹,², que geram diversos transtornos em suas rotinas.

Referências:

1. Bastos FR, Gandra M, Felix MT. Varizes pélvicas [Internet]. Flebologia Y Linfogia - Lecturas Vasculares. 2010. [Acesso em: 18 de outubro de 2016]. Disponível em: http://www.sflb.com.ar/revista/2010_05_15-03.pdf

2. Ferreira M, Lanziotti L, Abuhadba G, et al. Dor pélvica crônica: o papel da síndrome do quebra-nozes [Internet]. J Vasc Bras. 2008; 7(1): 77-79.

3. Messina ML, Deutsch F, Zlotnik E, et al.Cirurgia endovascular em ginecologia. Einstein. 2010; 8(4;1):488-494.